Os ventos também acertam as direções, será?

sábado, 30 de agosto de 2008 às 21:10
Brisa incerta, como quase tudo que existe. Como quase tudo que tenta existir, por um segundo que seja. Mas não importa quanto certo pode ser. Ser já basta. Quase sempre.

Ser envolve tanta coisa, e há tanto medo e tanta vontade, que tudo vira nada, tudo não é concreto. E isso é bom, livre, como a poesia, como tua beleza e a de todos nós.
Aquela beleza oculta e boa que se descobre aos poucos, gole a gole, sem pressa, porque é pra sempre, essa certeza incerta.

Certeza boa que somos, estrada sem placas rumo à algo que seja lá o que for, é bom. E não é bom atoa. É bom porque assim queremos, as vezes até sem querer.
E sem querer, vamos querendo, sem pressa, sem destino comum-certo-planejado.

Planejamos a essência, ser, felicidade. Aos poucos, gole a gole, sem gelo.
Um brinde eterno à incerteza,
porque o certo, é certo demais pra nós.

Um grito

domingo, 24 de agosto de 2008 às 23:31

Coisas boas também acontecem, as vezes tu pode pensar que seja a tal da ilusão se fazendo existir, mas não, elas realmente acontecem. Se faz acontecer quando se quer de verdade, como tudo na vida, inclusive a vida pode acontecer se você não apenas desejar, mas no fundo do ser, acreditar.


Agora mesmo está acontecendo. Parei por aqui.

Estou indo de encontro às acreditações.


*bebendo poesias ao som da esperança que grita alto

Perfeição atemporal.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008 às 16:48
Faltava açúcar. Ou talvez, não faltasse nada, estivesse perfeito. Mas não, sempre falta alguma coisa.
Perfeição talvez se já a única inrelatividade dessa vida – ou é, ou não é, e basta.-, além de qualquer paradoxo, dualidade ou incerteza e conflito atemporal e filosófico à cerca da existência do ser.
E não há fórmula ou cálculo de racionais e irracionais em busca de uma incógnita de raízes profundas e distantes. Nada disso é necessário. É tudo tão claro e está tão livre e solto no ar, sem filtro algum. Uma certeza que se traga sem receios, sem medo, com força.
Absolutos, totalidade, desilusão..Ah, desilusão; daqui em diante chamarei de perfeição. Algo que deixou de ser ilusão, apenas sonho ou falsidade para se tornar realidade. Dês-Ilusão.
Felicidade real, gritante, pro sempre, todo o sempre, deixei de me iludir.

..Para todo o sempre.

Esperança, eu quero uma pra viver.

sábado, 16 de agosto de 2008 às 04:48

*Ao som de coisas que vem de algum lugar no infinito do ser.


Encontrei! A página que faltava surgiu como quem queria ser achado. E de fato há tempos eu a procurava, mesmo sem saber.


Desde então meus dias tem se desenrolado por ela. Me prendo vez ou outra numa linha qualquer tentando achar explicação, exprimir do espaço em branco uma razão qualquer que preencha o vazio imenso que cabe naquele universo.


Tenho sonhado com cores bonitas, explosão de cores repletas de amor e esperança. Por mais que a cor da esperança muitas vezes se misture e perca o tom e o compasso, esperança é jazz, lugar esfumaçado cheio de emoção, escondido em algum canto do lugar improviso.

Andando por aí ao som de coisas que me fazem bem, ouvi teu grito cheio de vontade de ser.


Esperança, encontrei.

Basta acreditar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 às 06:00
*ao som de uma saudade e de coisas bonitas que me trazem você.

Escrevi nos últimos dias milhares de frases soltas com sentidos injetados sem sentido algum. Aceitar a falta de um sentido óbvio não é tão fácil quando se sabe da possibilidade cruel de que as coisas talvez não façam sentido. Na verdade, sentido absoluto e democrático realmente não há. Cada um encontra o seu, encontram-se e desencontram-se.

Procurar. É o que fazem até mesmo sem saber. Procuram sentido em tudo, em coisas bonitas, em pessoas perdidas, o sentido das ruas sem saída ou de um filme non-sense de Cláir.

A vida é muito mais que isso. Vai além de se preocupar noites a fio com um manual em mãos tentando entender por que aquela pessoa não te ligou, por que aquela pessoa se perdeu, por que tudo deu errado, por que você não conseguiu justamente quando estava tão perto.

Por aqui anda tudo muito distante disso tudo, há tempos, ainda bem!
Há muito –pouco- me encontrei. Me encontrei longe daqui, e quando se pensa em distâncias, elas parecem sempre o dobro, inatingíveis, é a idéia de que o paraíso está sempre alguns metros na frente. Ando com a cabeça mais longe do que a visão alcança, uma sensação de certeza incerta, de horizonte trêmulo, de querer imenso, de urgência, e ainda que difícil de entender, de certeza. E não adianta tentar entender. Novamente, procurar sentido nas coisas? Não, agora eu sinto, vivo, acredito.

E sentir basta pra mim hoje. Sinto. Sinto algo vivo nos corações. Algo em comum.
Estamos afinados, ligados na mesma freqüência. Nos encontramos.
A oportunidade divina de ser feliz. Com você.

Paro e penso,

Amo. E isso basta, beibe, você sabe, somos.

‘...e se depender de mim eu vou até o fim...’