Novos finais para velhos começos

quarta-feira, 23 de julho de 2008 às 10:29
Conversa com Mariana ao som de lembranças barulhentas que poderiam ter sido e não foram.

- Olha que coisa: hoje aconteceu uma coisa bonita apesar de triste.

“Porque fui culpada por te fazer ficar triste, e uma pessoa q agradece a outra q te fez ficar triste, não merece ficar triste.
Eu não sei se consigo explicar, mas eu queria te abraçar e que num lugar q corresse vento e nao olhares, eu queria q a gente só ficasse calado, e tu poderia colocar a cabeça no meu colo. Você me faz querer ser diferente pra estar com você. Ser diferente de um jeito q eu não posso ser, que eu não pude escolher.”

E foi isso que foi dito, me diz, se as coisas fossem diferentes, teria sido perfeito?


- Parece que falta algo ser dito, faltou algo ser feito. Você também sente? Tudo isso parece muito distante.

- Sempre falta. Nossos estranhos são bem parecidos realmente. As coisas vão mudando e o q parecia ser uma amizade ou um amor, simplesmente não eram.

- Ou era e deixou de ser, as verdades nem sempre são eternas.

- Tudo acaba

- Sempre pode se renovar

- Tenho medo disso, pois então, o fim gera um começo. Mas eu não gosto de finais.

- O final é o prefácio de um outro começo. Um começo mais completo, cheio de si.

- Queria essa tua visão de vida e essa sensação de aprender, acha que sou muito chata com isso?

- A gente nunca aprende, a gente só muda e pensa que aprendeu algo, e na verdade, é só um pensamento diferente, uma atitude diferente, outro jeito de ver as coisas, como quando o sol nasce.

- Quando o dia começa é sempre uma pequena nova vida, a possibilidade de fazer um fim pro dia.

- Só o começo de muita coisa. Grandes finais.

- Grandes finais para esperar promessas de grandes começos.

Here comes the sun..

sexta-feira, 18 de julho de 2008 às 01:57
Nas horas em que mais preciso, a banda entra e toca aquela canção que limpa os restos de algo que persistia em incomodar, e então, vejo todas as estrelas que estavam por trás das nuvens de tons perdidos.

Céu limpo. Novos horizontes, melhor assim.

Da cinza vazia e nula batidas no jardim, nasço e renasço todos os momentos.

Na fumaça sem forma eu vejo letras se formando noite adentro, me trazem nomes e cores que se fundem à melodia desritimada do meu pulso.

Pulso intenso desesperado por vida.